A artroscopia é a técnica cirúrgica de escolha para a maior parte das cirurgias do ombro. Uma câmera e instrumentos finos entram por incisões de poucos milímetros, o que permite tratar a lesão por dentro da articulação, com menos agressão aos tecidos, menos dor no pós-operatório imediato e cicatrizes mínimas. É usada para reparar o manguito rotador, tratar a instabilidade e a lesão do lábio glenoidal, remover calcificação, liberar a cápsula na capsulite resistente e tratar lesões do bíceps e da articulação acromioclavicular. O pós-operatório envolve tipoia por algumas semanas e reabilitação em fases, com tempo total que varia de semanas a alguns meses. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon indica e realiza a artroscopia de ombro, com consultório na Vila Gertrudes.
O que é a artroscopia de ombro
Na artroscopia, o cirurgião introduz um artroscópio, uma câmera fina ligada a um monitor, dentro da articulação do ombro, junto com instrumentos delicados, por incisões de poucos milímetros. A articulação é preenchida com soro para criar espaço e a imagem ampliada permite ver e tratar as estruturas por dentro. Comparada à cirurgia aberta, a artroscopia preserva a musculatura ao redor, o que traz menos dor no pós-operatório imediato e cicatrizes muito pequenas.
Principais indicações
- Reparo do manguito rotador.
- Reparo do lábio glenoidal na instabilidade, chamado Bankart, e na lesão SLAP.
- Descompressão subacromial em casos selecionados de conflito mecânico.
- Remoção de calcificação na tendinite calcária refratária.
- Liberação capsular na capsulite adesiva resistente ao tratamento.
- Tratamento de lesões do tendão da cabeça longa do bíceps e da articulação acromioclavicular.
- Retirada de corpos livres e tratamento de lesões de cartilagem.
Como é a cirurgia
A artroscopia de ombro é feita em ambiente hospitalar, sob anestesia geral associada, na maioria das vezes, a um bloqueio de nervo que melhora o controle da dor nas primeiras horas. O paciente é posicionado sentado ou deitado de lado, conforme a preferência da equipe e o procedimento. A duração varia de 40 minutos a algumas horas, dependendo da complexidade. A maior parte dos casos permite alta no mesmo dia ou no dia seguinte.
Pós-operatório e reabilitação em fases
| Fase | Objetivo | Período aproximado |
|---|---|---|
| Proteção | Controle da dor, uso de tipoia, cuidados com a ferida | 0 a 6 semanas |
| Mobilidade passiva | Recuperar amplitude sem ativar o tendão reparado | 2 a 8 semanas |
| Mobilidade ativa | Mover o braço com a própria força, sem carga | 6 a 12 semanas |
| Fortalecimento | Ganho progressivo de força do manguito e da escápula | 3 a 5 meses |
| Retorno à atividade | Trabalho pesado e esporte, por critérios funcionais | 4 a 6 meses ou mais |
Os prazos são uma referência e variam conforme o procedimento, o tamanho da lesão e a qualidade do tecido. O acompanhamento próximo nesse período é o que garante recuperar a mobilidade sem sobrecarregar o reparo.
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Agendar pelo WhatsAppInvestigação clínica antes da cirurgia
A decisão pela artroscopia e o preparo consideram:
- Diagnóstico confirmado por imagem: ressonância e, quando necessário, tomografia, para dimensionar a lesão e planejar a técnica.
- Exames laboratoriais e hormonais: glicemia e hemoglobina glicada, pois o diabetes descompensado piora a cicatrização e aumenta o risco de rigidez; função da tireoide e vitamina D quando indicado.
- Avaliação cardiológica e anestésica conforme a idade e as comorbidades.
- Tabagismo: parar de fumar antes da cirurgia melhora a cicatrização do tendão.
- Sono e saúde mental: ansiedade pré-operatória e expectativas irreais influenciam a recuperação; a conversa prévia alinha o que esperar de cada fase.
- Medicamentos: ajuste de anticoagulantes e antiagregantes, e revisão de corticoides.
- Rede de apoio: nas primeiras semanas o braço fica em tipoia, por isso é importante organizar ajuda para tarefas do dia a dia.
Riscos e limitações
Como toda cirurgia, a artroscopia de ombro tem riscos, embora baixos: infecção, rigidez pós-operatória, lesão de nervo, e, no caso do reparo do manguito, a possibilidade de o tendão não cicatrizar, sobretudo em rupturas grandes e em pacientes com fatores de risco.
A artroscopia não é a solução para todo problema de ombro. Tendinopatias sem ruptura, bursite isolada e capsulite na fase inicial têm melhor relação risco-benefício com tratamento conservador. Achado de imagem, sem correlação clínica e sem tentativa de tratamento não cirúrgico, não é indicação de cirurgia.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se você recebeu indicação de cirurgia de ombro e quer entender melhor o procedimento, se busca uma segunda opinião, ou se uma lesão do manguito, do lábio ou da cápsula não melhorou com o tratamento conservador. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com avaliação completa e planejamento cirúrgico individualizado.
