A bursite do olécrano é a inflamação da bursa que fica logo sob a pele, na ponta do cotovelo. Aparece como um inchaço macio e arredondado, muitas vezes indolor, causado por apoio repetido do cotovelo em superfícies duras, por um trauma direto, por doenças como gota e artrite reumatoide ou por infecção. A diferenciação mais importante é entre a bursite não infecciosa, que responde a medidas simples, e a bursite séptica, que precisa de antibiótico e às vezes de drenagem. O diagnóstico usa exame físico e ultrassonografia, e a análise do líquido quando há suspeita de infecção. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon avalia a bursite do cotovelo na Vila Gertrudes.
O que é a bursite do olécrano
O olécrano é a ponta óssea do cotovelo. Entre esse osso e a pele existe uma bursa, uma pequena bolsa que reduz o atrito quando apoiamos o cotovelo. Quando essa bursa inflama, ela produz mais líquido e se distende, formando um inchaço arredondado e macio na ponta do cotovelo, às vezes do tamanho de uma bola de golfe.
Sintomas
- Inchaço na ponta do cotovelo, geralmente de aparecimento rápido.
- Pode ser indolor ou provocar dor leve, sobretudo ao apoiar o cotovelo e ao dobrá-lo totalmente.
- Sensação de líquido se movendo dentro do inchaço.
- Amplitude de movimento em geral preservada, diferente das artrites.
- Na forma infecciosa: vermelhidão intensa, calor, dor forte, febre e piora rápida.
Causas e fatores de risco
- Apoio repetido do cotovelo em mesas e superfícies duras, comum em quem trabalha muito tempo sentado ou em atividades como estudo e desenho.
- Trauma direto, como uma pancada na ponta do cotovelo.
- Doenças por cristais, como a gota, que podem se depositar na bursa.
- Artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias.
- Infecção, geralmente a partir de uma ferida ou de um arranhão na pele sobre o cotovelo, que abre porta para bactérias.
Quando se preocupar
Procure atendimento sem demora se o inchaço vier com vermelhidão intensa, calor, dor forte, febre ou piora rápida, porque isso sugere bursite séptica. Também merece avaliação a bursite que surge após uma ferida na pele, a que recidiva várias vezes, e a que vem acompanhada de dor em outras articulações, o que pode indicar doença sistêmica.
Bursite comum ou bursite séptica: como diferenciar
| Sinal | Bursite comum | Bursite séptica (infecciosa) |
|---|---|---|
| Dor | Ausente ou leve, sobretudo ao apoiar o cotovelo | Forte |
| Pele sobre o inchaço | Aspecto habitual | Vermelhidão intensa e calor |
| Febre | Ausente | Presente |
| Evolução | Aparecimento rápido, depois estável | Piora rápida |
| Origem frequente | Apoio repetido do cotovelo ou trauma direto | Ferida ou arranhão na pele sobre o cotovelo |
| Conduta | Avaliação eletiva | Atendimento sem demora, com aspiração do líquido em técnica estéril e análise do material |
Inchaço na ponta do cotovelo? Agende uma avaliação para diferenciar bursite comum de infecção em São Paulo.
Agendar pelo WhatsAppComo é feito o diagnóstico
O diagnóstico costuma ser clínico, pela localização e pelo aspecto do inchaço. A ultrassonografia confirma o acúmulo de líquido na bursa e ajuda a diferenciar de problemas da articulação. A radiografia pode mostrar um esporão ósseo no olécrano ou depósitos de gota. Quando há suspeita de infecção, o médico realiza a aspiração do líquido com técnica estéril e envia o material para análise, incluindo pesquisa de bactérias e de cristais.
Tratamento
- Bursite não infecciosa: proteção do cotovelo, evitar apoio em superfícies duras, compressa e, quando desconfortável, aspiração do líquido em consultório seguida de curativo compressivo. Anti-inflamatório por período curto, se necessário, sob orientação.
- Bursite por gota ou doença inflamatória: tratamento da doença de base, em conjunto com o reumatologista.
- Bursite séptica: antibiótico, aspirações seriadas e, em casos que não controlam, drenagem cirúrgica.
- Bursite crônica e recidivante: após esgotar o tratamento conservador, a remoção cirúrgica da bursa é uma opção.
- Infiltração de corticoide na bursa: usada com muita cautela e apenas após descartar infecção, pelo risco de complicações e de recidiva.
Investigação clínica aprofundada
- Histórico: hábito de apoiar o cotovelo, trauma, feridas na pele, episódios anteriores, doenças articulares e uso de anticoagulante.
- Exames laboratoriais: ácido úrico e provas inflamatórias quando há suspeita de gota ou artrite; hemograma e marcadores de infecção na suspeita de bursite séptica; glicemia, já que o diabetes aumenta o risco de infecção.
- Análise do líquido: contagem de células, cultura e pesquisa de cristais quando há aspiração.
- Sono e saúde mental: bursites recorrentes e dolorosas atrapalham o dia a dia e geram incômodo persistente.
- Ergonomia: ajuste da altura da mesa e uso de apoio macio para o antebraço em vez do cotovelo.
Riscos da automedicação e limitações do tratamento
Furar a bursa em casa é a principal forma de transformar uma bursite simples em uma infecção grave. Anti-inflamatórios por tempo prolongado sem orientação têm risco gástrico, renal e cardiovascular. Infiltrar corticoide sem descartar infecção pode piorar muito o quadro.
A bursite não infecciosa costuma resolver, mas pode recidivar se o hábito de apoio não mudar. A remoção cirúrgica da bursa tem boa taxa de sucesso, mas exige cuidado com a cicatrização da pele fina sobre o olécrano e um período de proteção pós-operatória.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se você tem um inchaço na ponta do cotovelo, principalmente se ele vier com dor, vermelhidão e calor, ou se a bursite já voltou outras vezes. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com ultrassonografia no local e aspiração feita com técnica adequada quando indicada.
