A bursite subacromial é a inflamação da bursa, uma bolsa de deslizamento entre o manguito rotador e o acrômio. Ela quase nunca é uma doença isolada e costuma acompanhar uma tendinopatia do manguito ou um conflito mecânico chamado síndrome do impacto. O sintoma típico é a dor no arco de elevação do braço, entre 60 e 120 graus, com piora ao dormir sobre o ombro. O diagnóstico é clínico e por ultrassonografia, que mostra o espessamento e o líquido na bursa e avalia o tendão abaixo dela. O tratamento é predominantemente conservador, com reabilitação da escápula e do manguito e, quando necessário, infiltração guiada por ultrassom. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon avalia e trata a bursite subacromial na Vila Gertrudes.
O que é a bursite subacromial
A bursa subacromial é uma bolsa fina, cheia de líquido, que fica entre o manguito rotador e o acrômio, reduzindo o atrito quando o braço se move. Quando essa bursa inflama, geralmente por atrito repetitivo ou junto de uma tendinopatia do manguito, ela se espessa, acumula líquido e provoca dor no movimento de elevação do braço.
A bursite subacromial faz parte do que se chama síndrome do impacto, um conjunto de situações em que o espaço por onde o tendão e a bursa deslizam fica reduzido, seja por formato do acrômio, por descontrole da escápula, por postura ou por sobrecarga. Raramente a bursite é a doença principal e isolada.
Sintomas
- Dor no arco de elevação do braço, entre 60 e 120 graus, o chamado arco doloroso.
- Dor ao dormir sobre o ombro afetado.
- Dor ao alcançar objetos altos, vestir uma blusa ou pegar o cinto de segurança.
- Sensação de fraqueza secundária à dor, com o paciente evitando o movimento.
- Dor à pressão na região lateral e anterior do ombro.
Causas e fatores de risco
- Tendinopatia do manguito rotador associada, que estreita o espaço subacromial.
- Discinesia da escápula: a omoplata não estabiliza bem e altera o ritmo do movimento do ombro.
- Formato do acrômio curvo ou em gancho.
- Sobrecarga ocupacional ou esportiva com movimentos repetidos acima da cabeça.
- Postura com ombros protraídos e coluna torácica arredondada.
- Em casos raros, doenças inflamatórias sistêmicas que afetam as bursas.
Quando se preocupar
Procure avaliação se a dor não melhora em algumas semanas, se há fraqueza real e persistente para levantar o braço, se a dor começou após um trauma ou se há febre e vermelhidão sobre o ombro, situação rara mas que exige descartar bursite infecciosa. Fraqueza marcante sugere avaliar ruptura do manguito associada.
Dor no meio do movimento ao levantar o braço? Agende uma avaliação de ombro com ultrassom em São Paulo.
Agendar pelo WhatsAppComo é feito o diagnóstico
O diagnóstico é clínico, com pesquisa do arco doloroso, testes de conflito e avaliação da escápula. A ultrassonografia no consultório mostra o espessamento e o líquido na bursa e avalia o manguito abaixo dela, além de permitir o teste dinâmico durante a elevação do braço. A radiografia avalia o acrômio e descarta artrose e calcificação. A ressonância é reservada a casos que não respondem ao tratamento ou com suspeita de ruptura.
| Exame | O que avalia na bursite subacromial | Quando é indicado |
|---|---|---|
| Ultrassonografia | Espessamento e líquido na bursa, além do manguito abaixo dela, com teste dinâmico durante a elevação do braço | Primeira escolha, feita no próprio consultório |
| Radiografia | Formato do acrômio; descarta artrose e calcificação | Complementar, na avaliação inicial |
| Ressonância | Detalha o manguito e as estruturas associadas | Casos que não respondem ao tratamento ou com suspeita de ruptura |
Tratamento
- Reabilitação: fortalecimento e controle da escápula, fortalecimento do manguito, ganho de mobilidade da coluna torácica e correção de postura. É o pilar do tratamento.
- Ajuste de carga: revisão de treino, redução temporária de exercícios acima da cabeça e mudança de padrão de movimento no trabalho.
- Controle da dor: analgesia por período curto e, se necessário, anti-inflamatório sob orientação.
- Infiltração guiada por ultrassom: aplicação no espaço subacromial quando a dor impede a progressão da fisioterapia, sem repetição frequente.
- Cirurgia: descompressão subacromial apenas em casos selecionados, resistentes ao tratamento, com fator anatômico claro. Nunca indicada só por bursite vista na ressonância sem correlação clínica.
Investigação clínica aprofundada
- Histórico: profissão, esporte, mudanças de carga, episódios prévios e resposta a tratamentos.
- Exames laboratoriais: glicemia, função da tireoide e vitamina D quando há dor difusa ou suspeita metabólica; provas inflamatórias se houver suspeita de doença reumática.
- Sono: a dor noturna do ombro fragmenta o sono e piora a dor.
- Saúde mental: estresse e ansiedade influenciam a percepção da dor e a adesão à reabilitação.
- Medicamentos: informar uso de corticoide e de outros fármacos que afetam tendões.
- Ergonomia e trabalho: altura da bancada, posição do monitor e tarefas acima da cabeça.
Riscos da automedicação e limitações do tratamento
Anti-inflamatórios por tempo prolongado sem orientação têm risco gástrico, renal e cardiovascular. Infiltrações repetidas de corticoide no espaço subacromial podem fragilizar o manguito. O repouso absoluto por semanas favorece a rigidez.
A cirurgia de descompressão isolada tem resultado limitado quando o problema real é o descontrole da escápula ou uma tendinopatia não tratada. Por isso, a reabilitação bem conduzida vem sempre antes, e a indicação cirúrgica é criteriosa.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se você tem dor no arco de elevação do braço, dor ao dormir sobre o ombro ou uma bursite que já foi tratada e voltou. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com ultrassonografia e procedimentos guiados por ultrassom no mesmo local, com acesso fácil pela Zona Sul.
