A capsulite adesiva, conhecida como ombro congelado, é uma inflamação seguida de retração da cápsula que envolve a articulação do ombro. Provoca dor e perda progressiva de movimento em todas as direções, e é uma das poucas condições do ombro em que o paciente perde amplitude passiva, ou seja, nem o médico consegue mover o braço além de certo ponto. Evolui em três fases, dolorosa, de rigidez e de recuperação, e pode durar de um a três anos. Tem forte associação com diabetes e com doenças da tireoide. O diagnóstico é essencialmente clínico. O tratamento combina educação sobre as fases, fisioterapia adequada a cada momento e infiltração guiada por ultrassom na fase dolorosa. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon conduz o tratamento da capsulite na Vila Gertrudes.
O que é a capsulite adesiva
A cápsula articular do ombro é uma estrutura que envolve a articulação como uma manga. Na capsulite adesiva, essa cápsula inflama e depois se retrai, formando aderências que limitam o movimento. O resultado é um ombro que dói e, aos poucos, trava em todas as direções.
O detalhe que diferencia a capsulite de uma tendinite ou de uma ruptura é a perda de amplitude passiva: mesmo com o paciente relaxado, o examinador não consegue girar ou elevar o braço além de certo ponto, porque a cápsula está mecanicamente encurtada.
As três fases da capsulite
| Fase | Duração aproximada | Características |
|---|---|---|
| Dolorosa | 2 a 9 meses | Dor progressiva, pior à noite, antes de a rigidez ser evidente. É quando o diagnóstico costuma ser confundido com tendinite. |
| Rigidez | 4 a 12 meses | A dor diminui, mas o ombro trava. Dificuldade para pentear o cabelo, alcançar o bolso traseiro e girar o braço para fora. |
| Recuperação | 5 a 24 meses | Retorno gradual da mobilidade, que pode ser incompleto se o quadro não foi conduzido. |
Causas e associações
- Idiopática: sem causa aparente, mais comum entre 40 e 60 anos e no sexo feminino.
- Diabetes mellitus: fator de risco importante, com quadro mais grave e resistente.
- Doenças da tireoide, tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo.
- Pós-imobilização ou pós-cirurgia do ombro, do braço ou da mama.
- Trauma leve que levou a um período de desuso do braço.
Quando se preocupar
A capsulite não é uma condição perigosa, mas a perda de movimento pode ter outras causas, como artrose avançada, ruptura extensa do manguito ou sequela de fratura. Procure avaliação se o ombro está perdendo amplitude de forma progressiva, se a dor noturna é intensa há semanas, ou se há histórico de trauma. Uma radiografia normal com perda de rotação externa passiva é praticamente diagnóstica de capsulite.
Ombro travando e doendo à noite? Agende uma avaliação para ombro congelado em São Paulo.
Agendar pelo WhatsAppComo é feito o diagnóstico
O diagnóstico é clínico, baseado na combinação de dor e perda de amplitude passiva, principalmente da rotação externa, com radiografia normal. A radiografia serve para descartar artrose e sequela de fratura. A ultrassonografia e a ressonância ajudam a excluir ruptura do manguito quando há dúvida. A investigação laboratorial de glicemia e da função da tireoide é recomendada, pela alta associação.
Tratamento
- Educação sobre as fases: entender a evolução reduz a ansiedade e evita tratamentos agressivos na fase errada.
- Fisioterapia adequada à fase: na fase dolorosa, foco em controle de dor e mobilidade suave; na fase de rigidez, alongamento e ganho progressivo de amplitude.
- Infiltração guiada por ultrassom com corticoide na cápsula: boa evidência para encurtar a fase dolorosa, sobretudo se feita cedo.
- Hidrodistensão articular: injeção de volume dentro da articulação para distender a cápsula retraída, em casos selecionados.
- Manipulação sob anestesia ou liberação capsular artroscópica: para casos que não evoluem após meses de tratamento, especialmente em diabéticos.
- Controle da glicemia: parte essencial do tratamento em pacientes diabéticos.
Investigação clínica aprofundada
- Histórico: início dos sintomas, evolução da amplitude, cirurgias e imobilizações prévias.
- Exames laboratoriais e hormonais: glicemia de jejum e hemoglobina glicada, TSH e T4 livre, e perfil lipídico. Rastreio de diabetes ainda não diagnosticado é frequente nesses pacientes.
- Sono: a dor noturna da fase inicial prejudica muito o sono; o controle da dor é prioridade.
- Saúde mental: a limitação prolongada e a evolução lenta favorecem ansiedade e sintomas depressivos, que pioram a dor e a adesão.
- Medicamentos: avaliar uso de corticoide e o impacto do tratamento na glicemia.
- Trabalho e vida diária: adaptar tarefas que exigem elevar o braço ou levar a mão às costas durante a fase de rigidez.
Riscos da automedicação e limitações do tratamento
Forçar amplitude e fazer alongamentos intensos na fase inflamatória piora a dor e prolonga o quadro. Anti-inflamatórios por tempo prolongado sem orientação têm risco gástrico, renal e cardiovascular, e em diabéticos exigem cautela. Infiltrações de corticoide repetidas elevam a glicemia e não devem ser feitas com frequência.
Nenhum tratamento acelera a capsulite de forma dramática. O objetivo realista é reduzir a dor, encurtar a fase dolorosa e preservar o máximo de amplitude, aceitando que a recuperação completa leva meses.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se o seu ombro está perdendo movimento, se dói muito à noite ou se você tem diabetes ou doença da tireoide e notou o ombro travando. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com ultrassonografia e infiltração guiada por ultrassom no mesmo local.
