A cirurgia do manguito rotador não é a primeira opção para toda lesão. Ela é indicada principalmente em rupturas completas de origem traumática em pacientes jovens e ativos, em rupturas que não melhoram com tratamento conservador bem conduzido, e em rupturas que aumentam de tamanho no acompanhamento. O procedimento mais comum é o reparo artroscópico, no qual o tendão é reinserido ao osso com âncoras. Em rupturas irreparáveis, discutem-se alternativas como a transferência do tendão do trapézio inferior, e em idosos com artropatia do manguito, a prótese reversa. A reabilitação após o reparo dura em média de 4 a 6 meses. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon avalia a indicação e conduz o tratamento cirúrgico na Vila Gertrudes.
Quando a cirurgia é indicada
A maioria das lesões do manguito rotador não precisa de cirurgia. Tendinopatias e boa parte das rupturas parciais respondem a reabilitação orientada e, quando necessário, infiltração guiada por ultrassom. A cirurgia entra em situações específicas:
- Ruptura completa aguda por trauma em pacientes jovens e ativos, com melhor resultado quando operada cedo.
- Ruptura que não melhora após um período adequado de tratamento conservador bem conduzido, com dor e limitação que comprometem o trabalho e a vida diária.
- Ruptura que aumenta de tamanho em acompanhamento seriado com exames.
- Rupturas em pacientes com alta demanda funcional, como trabalhadores manuais e atletas, avaliadas caso a caso.
Tipos de cirurgia
Reparo artroscópico
É o procedimento mais comum. Por artroscopia, o tendão rompido é liberado, o osso é preparado e o tendão é reinserido no local de origem com âncoras, pequenos implantes com fios que ancoram o tendão ao osso. É feito por incisões de milímetros, com menos dor no pós-operatório imediato do que a cirurgia aberta.
Transferência tendínea
Em rupturas extensas e irreparáveis, em pacientes selecionados sem artrose avançada, a transferência de um tendão saudável, como o do trapézio inferior ou o do grande dorsal, reproduz a função perdida e melhora a rotação e a elevação do braço.
Prótese reversa do ombro
Indicada em pacientes mais idosos com ruptura irreparável associada a artrose, a chamada artropatia do manguito. A prótese reversa inverte a geometria da articulação e permite que o deltoide eleve o braço mesmo sem o manguito funcionante.
| Técnica | Indicação principal | O que é feito |
|---|---|---|
| Reparo artroscópico | Ruptura reparável, a situação mais comum | O tendão é liberado e reinserido no osso com âncoras, por incisões de milímetros |
| Transferência tendínea | Ruptura extensa e irreparável, em paciente selecionado sem artrose avançada | Um tendão saudável, como o do trapézio inferior ou o do grande dorsal, reproduz a função perdida |
| Prótese reversa do ombro | Ruptura irreparável com artrose associada (artropatia do manguito), em paciente mais idoso | A geometria da articulação é invertida para que o deltoide eleve o braço sem o manguito funcionante |
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Agendar pelo WhatsAppComo é a recuperação
O ombro fica em tipoia por um período que varia de 3 a 6 semanas, conforme o tamanho da lesão. A reabilitação segue fases: proteção e controle da dor, ganho de mobilidade passiva, mobilidade ativa, fortalecimento e, por fim, retorno à atividade esportiva ou de trabalho pesado. O tempo total até a recuperação plena costuma variar de 4 a 6 meses no reparo, sendo maior em rupturas extensas e nas transferências tendíneas. O acompanhamento próximo evita tanto a rigidez por imobilização prolongada quanto a sobrecarga precoce do reparo.
Investigação clínica antes da cirurgia
- Imagem detalhada: ressonância para medir a retração e a infiltração gordurosa do músculo, fatores que definem se o reparo é viável.
- Exames laboratoriais e hormonais: glicemia e hemoglobina glicada, função da tireoide e vitamina D. O diabetes descompensado piora a cicatrização e aumenta o risco de rigidez.
- Tabagismo: parar de fumar antes da cirurgia melhora de forma significativa a chance de o tendão cicatrizar.
- Sono e saúde mental: alinhar expectativas realistas sobre prazos e limitações reduz a frustração e melhora a adesão.
- Medicamentos: ajuste de anticoagulantes e antiagregantes e revisão de corticoides.
- Rede de apoio e trabalho: planejar o afastamento e a ajuda em casa nas primeiras semanas com o braço imobilizado.
Riscos, limitações e quando a cirurgia não é indicada
Os riscos incluem infecção, rigidez pós-operatória, falha de cicatrização do tendão e, de forma rara, lesão de nervo. A chance de falha de cicatrização cresce com o tamanho da ruptura, a idade, o diabetes e o tabagismo.
A cirurgia não é indicada quando a ruptura é muito retraída, com degeneração gordurosa avançada do músculo, situação em que o reparo tem alta chance de não cicatrizar e insistir nele pode não trazer benefício. Também não se opera uma ruptura parcial ou uma tendinopatia sem antes tentar o tratamento conservador bem conduzido. Nesses cenários, discutem-se transferências, prótese reversa ou o foco em controle de sintomas, conforme a idade e a expectativa do paciente.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se você tem uma ruptura do manguito rotador e quer entender se a cirurgia é indicada, se busca uma segunda opinião sobre uma indicação já feita, ou se a dor e a fraqueza no ombro não melhoraram com meses de tratamento. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo.
