A dor no cotovelo tem várias origens possíveis, e o local da dor ajuda a diferenciá-las. Dor na parte de fora costuma ser epicondilite, dor na parte de dentro costuma ser epitrocleíte, dor na ponta do cotovelo sugere bursite do olécrano, e formigamento no dedo mínimo aponta para compressão do nervo ulnar. Dor ao esticar totalmente o braço, travamentos e inchaço podem indicar artrose, corpo livre articular ou lesão de cartilagem. O diagnóstico combina exame físico, ultrassonografia e, quando necessário, radiografia e ressonância. A maioria dos quadros responde a tratamento conservador. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon investiga e trata a dor no cotovelo na Vila Gertrudes.
Entendendo a dor no cotovelo pelo local
O cotovelo é uma articulação em dobradiça formada por três ossos, o úmero, o rádio e a ulna, envolvidos por tendões, ligamentos e por dois nervos importantes que passam muito perto, o ulnar e o interósseo posterior. Por isso, o ponto exato da dor orienta bastante o diagnóstico.
| Onde dói | Causa mais provável |
|---|---|
| Parte de fora (lateral) | Epicondilite lateral, o cotovelo de tenista |
| Parte de dentro (medial) | Epitrocleíte, o cotovelo de golfista, e compressão do nervo ulnar |
| Ponta do cotovelo | Bursite do olécrano |
| Dor profunda ao dobrar e esticar | Artrose, sinovite, corpo livre articular, lesão de cartilagem |
| Formigamento no dedo mínimo e anelar | Compressão do nervo ulnar no túnel cubital |
| Dor após queda ou trauma | Fratura da cabeça do rádio, entorse ou lesão ligamentar |
Sintomas que ajudam no diagnóstico
- Dor que piora ao apertar a mão, carregar peso ou girar a maçaneta sugere tendinopatia.
- Inchaço macio na ponta do cotovelo, com ou sem dor, sugere bursite do olécrano.
- Formigamento na mão que piora ao manter o cotovelo dobrado sugere compressão do nervo ulnar.
- Travamento, bloqueio do movimento ou dificuldade de esticar totalmente o braço sugerem alteração dentro da articulação.
- Dor com vermelhidão, calor e febre exige descartar infecção ou artrite inflamatória.
Quando se preocupar
Procure atendimento imediato se houve trauma com deformidade, dor intensa ou incapacidade de mover o braço, se o cotovelo está quente, vermelho e inchado com febre, ou se há perda súbita de força na mão. Procure avaliação em poucos dias se a dor não melhora em duas a três semanas, se há formigamento persistente, ou se o cotovelo trava e incha de forma recorrente.
Dor no cotovelo que não passa? Agende uma avaliação com ultrassom no consultório em São Paulo.
Agendar pelo WhatsAppComo é feito o diagnóstico
A consulta parte da história da dor, do gesto que a provoca e da presença de sintomas de nervo. O exame físico testa os tendões, os ligamentos, a estabilidade, a amplitude de movimento e os nervos ulnar e radial. A ultrassonografia no consultório avalia tendões, bursa e o nervo ulnar em tempo real. A radiografia mostra artrose, calcificações, corpos livres e sequela de fratura. A ressonância é indicada quando há suspeita de lesão ligamentar, de cartilagem ou quadro refratário.
Tratamento
A maioria das causas de dor no cotovelo responde a tratamento conservador: ajuste de atividade, correção de ergonomia, fisioterapia com carga progressiva para as tendinopatias, e orientações posturais para a compressão do nervo ulnar. A infiltração guiada por ultrassom pode ajudar em casos selecionados de bursite e de sinovite. A cirurgia é reservada a situações específicas, como compressão do nervo ulnar que não melhora, bursite crônica que não responde, corpos livres que travam a articulação, instabilidade ligamentar e artrose avançada.
Investigação clínica aprofundada
- Histórico: profissão, esporte, gestos repetitivos, trauma prévio, doenças articulares.
- Exames laboratoriais: glicemia e função da tireoide quando há neuropatia ou tendinopatias múltiplas; ácido úrico e provas inflamatórias quando há inchaço, calor e crises, para investigar gota e artrite.
- Sono: o formigamento noturno da compressão do nervo ulnar prejudica o sono e é um sinal de alerta.
- Saúde mental: dor crônica no cotovelo que limita o trabalho gera estresse e ansiedade, que amplificam a dor.
- Medicamentos: uso de fluoroquinolonas, estatinas e corticoide, e de anticoagulantes se houver bursite hemorrágica.
- Ergonomia: posição do cotovelo ao usar o computador, ao dirigir e ao dormir.
Riscos da automedicação e limitações do tratamento
Anti-inflamatórios por tempo prolongado sem orientação têm risco gástrico, renal e cardiovascular. Drenar uma bursite do olécrano por conta própria pode introduzir infecção. Ignorar formigamento persistente na mão permite que a compressão do nervo ulnar avance, com perda de força difícil de recuperar.
O tratamento conservador das tendinopatias leva meses. A cirurgia de descompressão do nervo ulnar melhora os sintomas na maioria dos casos, mas quando o dano é avançado a recuperação pode ser parcial. A artrose do cotovelo não tem cura, e o objetivo é controlar dor e preservar função.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se a dor no cotovelo persiste, se há formigamento na mão, se o cotovelo trava ou incha, ou se você quer um diagnóstico preciso antes de iniciar um tratamento. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com ultrassonografia no local e fácil acesso pela Zona Sul.
