A epitrocleíte, também chamada de epicondilite medial ou cotovelo de golfista, é a tendinopatia por sobrecarga dos tendões flexores do punho, que se inserem na parte de dentro do cotovelo. A dor fica na face interna do cotovelo e piora ao apertar a mão, carregar sacola, fazer flexões e movimentos de puxada. Como o nervo ulnar passa muito perto dessa região, é comum haver formigamento no dedo mínimo e no anelar em parte dos pacientes. O tratamento é conservador na maioria dos casos, com exercícios de carga progressiva, ajuste de atividade e órtese, e leva meses. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon avalia a epitrocleíte e o nervo ulnar na Vila Gertrudes.
O que é a epitrocleíte
Os músculos que flexionam o punho e os dedos e que pronam o antebraço têm um tendão comum que se fixa na epitróclea, a saliência óssea da parte interna do cotovelo. A epitrocleíte é a tendinopatia desse tendão, causada por microlesões repetidas que não cicatrizam e evoluem com degeneração das fibras. É menos comum que a epicondilite lateral, mas costuma ser mais persistente.
Epicondilite ou epitrocleíte: qual é a diferença
| Critério | Epicondilite lateral (cotovelo de tenista) | Epitrocleíte (cotovelo de golfista) |
|---|---|---|
| Onde dói | Parte de fora do cotovelo | Parte de dentro do cotovelo |
| Tendões envolvidos | Os que estendem o punho | Os que flexionam o punho e pronam o antebraço |
| Frequência | Mais comum | Menos comum, porém mais persistente, com recuperação em meses |
| Tratamento | As duas são tendinopatias por sobrecarga e têm tratamento conservador semelhante | |
Sintomas
- Dor na parte interna do cotovelo, que pode descer pelo antebraço até o punho.
- Dor ao apertar a mão, carregar sacola, girar chave de fenda e fazer flexões no chão.
- Dor e perda de força ao fletir o punho contra resistência.
- Dor à pressão sobre a epitróclea.
- Em parte dos pacientes, formigamento e dormência no dedo mínimo e no anelar, por irritação do nervo ulnar.
Causas e fatores de risco
- Movimentos repetidos de preensão e flexão do punho no trabalho, em esportes de arremesso e de raquete e na musculação.
- Puxadas e roscas com carga alta ou aumento súbito de volume de treino.
- Esportes de arremesso, pela sobrecarga do lado interno do cotovelo na fase de aceleração.
- Atividades manuais com ferramentas que exigem torque, como parafusadeira e chave de grifo.
- Compressão associada do nervo ulnar, que pode coexistir e piorar os sintomas.
Quando se preocupar
Procure avaliação se a dor interna do cotovelo não melhora em semanas, se há formigamento e perda de força na mão, se o dedo mínimo fica dormente, ou se você percebe fraqueza para abrir e fechar a mão. Esses sinais indicam envolvimento do nervo ulnar e mudam a conduta. Dor após trauma ou sensação de instabilidade do cotovelo também exigem investigação de lesão ligamentar.
Dor na parte de dentro do cotovelo, com ou sem formigamento na mão? Agende uma avaliação em São Paulo.
Agendar pelo WhatsAppComo é feito o diagnóstico
O diagnóstico é clínico, com testes que reproduzem a dor ao fletir o punho e pronar o antebraço contra resistência, além da avaliação do nervo ulnar e da estabilidade do cotovelo. A ultrassonografia confirma a tendinopatia, avalia ruptura parcial e neovascularização e ajuda a olhar o nervo ulnar no seu túnel. A ressonância é reservada a casos refratários ou com suspeita de lesão ligamentar. Estudos de condução nervosa podem ser indicados quando há sintomas importantes de nervo.
Tratamento
- Modificação de atividade: reduzir os gestos de puxada e de pegada intensa que provocam dor, ajustar carga e ergonomia.
- Fisioterapia de carga progressiva: exercícios excêntricos e isométricos para os flexores do punho, mais fortalecimento de ombro, escápula e antebraço.
- Órtese de contraforça e, quando há irritação do nervo ulnar, orientações posturais para evitar apoiar o cotovelo e mantê-lo muito fletido por longos períodos.
- Infiltração: o corticoide é evitado como rotina; a proximidade do nervo ulnar exige ainda mais cautela e, quando indicada, a infiltração deve ser guiada por ultrassom.
- Cirurgia: reservada a casos refratários após 6 a 12 meses de tratamento, às vezes combinada com a descompressão do nervo ulnar.
Investigação clínica aprofundada
- Histórico: profissão, esporte, gestos que desencadeiam, sintomas de nervo e tratamentos prévios.
- Avaliação do nervo ulnar: testes de provocação no túnel cubital e, se necessário, eletroneuromiografia.
- Exames laboratoriais: glicemia e função da tireoide quando há tendinopatias múltiplas ou neuropatia, já que o diabetes predispõe à compressão nervosa.
- Sono e saúde mental: dor persistente e formigamento noturno prejudicam o sono e aumentam a ansiedade.
- Medicamentos: fluoroquinolonas e estatinas se associam a tendinopatia.
- Ergonomia: posição do cotovelo ao usar o computador e ao dormir, e ajuste de ferramentas de trabalho.
Riscos da automedicação e limitações do tratamento
Anti-inflamatórios por tempo prolongado sem orientação têm risco gástrico, renal e cardiovascular. Infiltrar corticoide perto do nervo ulnar sem guia de imagem é arriscado. Ignorar o formigamento na mão e tratar só o tendão pode deixar a compressão do nervo progredir, com perda de força difícil de reverter.
A tendinopatia medial costuma ser mais teimosa que a lateral, e a recuperação exige meses. A cirurgia melhora a dor na maioria dos casos operados, mas tem reabilitação prolongada e, quando há dano avançado do nervo, a recuperação da sensibilidade e da força pode ser incompleta.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se a dor na parte de dentro do cotovelo persiste, se há formigamento no dedo mínimo ou perda de força na mão, ou se o tratamento até aqui não resolveu. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com ultrassonografia no local e avaliação do nervo ulnar na mesma consulta.
