Fratura do Úmero Proximal: Diagnóstico e Tratamento

Fratura do úmero proximal, no topo do braço: quando trata sem cirurgia, quando opera, papel da osteoporose e recuperação em São Paulo, na Vila Gertrudes.

Revisado por Dr. Guilherme Alarcon, CRM 200504 SP | RQE 120422 · Atualizado em 03 de setembro de 2026

A fratura do úmero proximal acontece no topo do osso do braço, junto ao ombro, e é comum em dois grupos: idosos com osteoporose que caem da própria altura, e adultos jovens que sofrem trauma de alta energia. A maioria dessas fraturas tem pouco desvio e consolida bem com tratamento conservador, tipoia e reabilitação progressiva. A cirurgia é indicada quando há desvio importante, fratura em vários fragmentos com risco de perda da vascularização da cabeça do úmero, luxação associada ou comprometimento de nervo. O diagnóstico usa radiografia e, com frequência, tomografia para planejar o tratamento. Em pacientes idosos, a investigação da osteoporose faz parte do cuidado. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon avalia a fratura do úmero proximal na Vila Gertrudes.

O que é a fratura do úmero proximal

O úmero é o osso do braço, e sua porção proximal é a parte que forma o ombro, incluindo a cabeça do úmero e as saliências onde se inserem os tendões do manguito rotador. A fratura nessa região acontece principalmente por dois mecanismos: a queda da própria altura sobre o braço em pessoas idosas com osteoporose, e o trauma de alta energia em adultos jovens, como acidentes e quedas de esportes.

Sintomas

  • Dor intensa no ombro logo após a queda, com dificuldade para mover o braço.
  • Inchaço e hematoma que descem pelo braço e pelo tórax nos dias seguintes.
  • O paciente segura o braço junto ao corpo e evita qualquer movimento.
  • Deformidade do contorno do ombro em fraturas com desvio grande ou com luxação associada.
  • Dormência na lateral do ombro pode indicar lesão do nervo axilar.

Quando se preocupar

Procure atendimento imediato após qualquer queda com dor forte e incapacidade de mover o ombro, principalmente se houver deformidade, dormência ou perda de força no braço, ferida aberta sobre o ombro, ou palidez e frialdade da mão. Em pessoas idosas, mesmo uma queda aparentemente banal pode causar essa fratura e merece avaliação.

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Como é feito o diagnóstico

O exame avalia a pele, a função do nervo axilar e a circulação do braço. A radiografia em incidências específicas do ombro confirma a fratura e mostra o número de fragmentos e o desvio. A tomografia com reconstrução tridimensional é muito usada para classificar a fratura, avaliar o acometimento articular e planejar a cirurgia quando indicada.

Tratamento

Tratamento conservador

Indicado na maioria das fraturas com pouco desvio. Consiste em tipoia por algumas semanas, controle da dor e início precoce de exercícios pendulares e de mobilidade do cotovelo, do punho e da mão, com progressão gradual para o ombro conforme a dor melhora e a radiografia mostra consolidação. A adesão à fisioterapia é o que mais influencia o resultado funcional.

Tratamento cirúrgico

Considerado quando há:

  • Desvio importante dos fragmentos.
  • Fratura em três ou quatro partes com risco de perda da vascularização da cabeça do úmero.
  • Luxação associada à fratura.
  • Fratura exposta ou lesão de nervo ou vaso.
  • Fraturas em pacientes jovens com desvio, nas quais se busca a melhor restauração possível da anatomia.

As opções cirúrgicas incluem a fixação com placa e parafusos, a haste intramedular e, em fraturas muito cominutivas de pacientes idosos, a prótese, em geral reversa.

CritérioTratamento conservadorTratamento cirúrgico
Perfil da fraturaPouco desvio, a maioria dos casosDesvio importante dos fragmentos, ou fratura em três ou quatro partes com risco de perda da vascularização da cabeça do úmero
Situações que pesam na decisãoSem luxação, ferida ou lesão neurovascularLuxação associada, fratura exposta, lesão de nervo ou vaso, e paciente jovem com desvio
Como é feitoTipoia por algumas semanas, controle da dor e exercícios pendulares precocesPlaca e parafusos, haste intramedular ou, em fraturas muito cominutivas de pacientes idosos, prótese em geral reversa
O que mais influencia o resultadoA adesão à fisioterapiaA restauração da anatomia somada à reabilitação orientada

Quanto tempo leva a recuperação

A consolidação da fratura leva de 6 a 12 semanas. A recuperação do movimento e da força é mais longa e pode levar de 3 a 6 meses ou mais, com fisioterapia. Este ombro enrijece com facilidade depois da imobilização, então a mobilização precoce e orientada pesa mais no resultado final do que o tempo de tipoia.

Investigação clínica aprofundada

  • Mecanismo do trauma: queda de baixa energia sugere fragilidade óssea; trauma de alta energia exige avaliar outras lesões.
  • Investigação de osteoporose: em fraturas de fragilidade, solicitar densitometria óssea e exames laboratoriais, incluindo cálcio, vitamina D, função renal, função da tireoide e das paratireoides, e iniciar tratamento para reduzir o risco de novas fraturas.
  • Avaliação de risco de quedas: revisão de medicamentos que causam tontura, avaliação da visão, do equilíbrio e do ambiente doméstico.
  • Exames laboratoriais gerais e avaliação anestésica quando a cirurgia é indicada, considerando idade e comorbidades.
  • Tabagismo e diabetes: retardam a consolidação e devem ser otimizados.
  • Sono, saúde mental e rede de apoio: a limitação prolongada do braço afeta a autonomia e exige planejamento de suporte, sobretudo em idosos que moram sozinhos.

Riscos, limitações e quando não operar

No tratamento conservador, os principais riscos são a rigidez do ombro e a consolidação com algum desvio. Na cirurgia, os riscos incluem infecção, falha da fixação, perda da vascularização da cabeça do úmero com colapso, e necessidade de nova cirurgia. A cirurgia não melhora o resultado de fraturas com pouco desvio, que evoluem bem sem operar, e em pacientes muito frágeis o risco cirúrgico pode superar o benefício. A decisão é individual.

Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon

Agende uma avaliação se você sofreu uma queda com dor forte no ombro, se já tem o diagnóstico de fratura do úmero proximal e quer definir a conduta, ou se está em recuperação e o ombro não ganha movimento. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com radiografia na consulta e orientação de reabilitação.

Perguntas frequentes

Fratura do úmero proximal precisa de cirurgia?

Na maioria das vezes, não. Cerca de dois terços dessas fraturas têm pouco desvio e consolidam bem com tipoia e reabilitação. A cirurgia é indicada quando há desvio grande, fratura em três ou quatro partes com risco para a vascularização da cabeça do úmero, luxação associada, fratura exposta ou lesão de nervo.

Quanto tempo para recuperar o movimento do ombro após a fratura?

A consolidação leva de 6 a 12 semanas. A recuperação do movimento e da força é mais longa e pode levar de 3 a 6 meses ou mais, com fisioterapia. O ombro enrijece com facilidade após imobilização, por isso a mobilização precoce e orientada é essencial para o resultado.

Caí em casa e quebrei o ombro. Preciso investigar osteoporose?

Sim. Uma fratura por queda da própria altura em uma pessoa acima de 50 anos é considerada uma fratura de fragilidade e indica investigar e tratar a osteoporose, com densitometria óssea e exames laboratoriais, para reduzir o risco de novas fraturas, incluindo a de quadril.

Quando é preciso colocar prótese no ombro por causa da fratura?

A prótese, em geral a reversa, é considerada em fraturas muito cominutivas em pacientes idosos, quando há alto risco de a cabeça do úmero perder a vascularização e evoluir com colapso, ou quando há artrose e lesão do manguito associadas. É uma decisão individual, discutida com o paciente e a família.

Fontes e referências

Dr. Guilherme Alarcon, Formação e Credenciais

O Dr. Guilherme Trigueiro Alarcon é médico ortopedista e traumatologista, com subespecialização em Cirurgia do Ombro e Cotovelo e pós-graduação em Medicina do Exercício e do Esporte. Atende de forma particular na Vila Gertrudes, Zona Sul de São Paulo, com foco em dor, lesão e retorno seguro à atividade física.

  • Graduação em Medicina pela UNICID.
  • Especialista em Ortopedia e Traumatologia, CRM 200504 SP | RQE 120422.
  • Subespecialização em Cirurgia do Ombro e Cotovelo pelo Hospital IFOR.
  • Pós-graduação em Medicina do Exercício e do Esporte pelo Instituto VITA.
  • Membro titular da SBOT e da SBCOC.
  • Autor de publicação científica sobre transferência do tendão do trapézio inferior no manguito rotador.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Guilherme Alarcon. As informações têm finalidade educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se você tem dor, limitação de movimento ou perda de força no ombro ou no cotovelo, procure um médico ortopedista para avaliação presencial. Em caso de trauma grave, perda súbita de força, dormência persistente, sinais de infecção na articulação ou dor torácica associada, procure atendimento médico imediato em um pronto-socorro.

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