A fratura do úmero proximal acontece no topo do osso do braço, junto ao ombro, e é comum em dois grupos: idosos com osteoporose que caem da própria altura, e adultos jovens que sofrem trauma de alta energia. A maioria dessas fraturas tem pouco desvio e consolida bem com tratamento conservador, tipoia e reabilitação progressiva. A cirurgia é indicada quando há desvio importante, fratura em vários fragmentos com risco de perda da vascularização da cabeça do úmero, luxação associada ou comprometimento de nervo. O diagnóstico usa radiografia e, com frequência, tomografia para planejar o tratamento. Em pacientes idosos, a investigação da osteoporose faz parte do cuidado. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon avalia a fratura do úmero proximal na Vila Gertrudes.
O que é a fratura do úmero proximal
O úmero é o osso do braço, e sua porção proximal é a parte que forma o ombro, incluindo a cabeça do úmero e as saliências onde se inserem os tendões do manguito rotador. A fratura nessa região acontece principalmente por dois mecanismos: a queda da própria altura sobre o braço em pessoas idosas com osteoporose, e o trauma de alta energia em adultos jovens, como acidentes e quedas de esportes.
Sintomas
- Dor intensa no ombro logo após a queda, com dificuldade para mover o braço.
- Inchaço e hematoma que descem pelo braço e pelo tórax nos dias seguintes.
- O paciente segura o braço junto ao corpo e evita qualquer movimento.
- Deformidade do contorno do ombro em fraturas com desvio grande ou com luxação associada.
- Dormência na lateral do ombro pode indicar lesão do nervo axilar.
Quando se preocupar
Procure atendimento imediato após qualquer queda com dor forte e incapacidade de mover o ombro, principalmente se houver deformidade, dormência ou perda de força no braço, ferida aberta sobre o ombro, ou palidez e frialdade da mão. Em pessoas idosas, mesmo uma queda aparentemente banal pode causar essa fratura e merece avaliação.
Caiu e está com dor forte no ombro? Agende uma avaliação com radiografia em São Paulo.
Agendar pelo WhatsAppComo é feito o diagnóstico
O exame avalia a pele, a função do nervo axilar e a circulação do braço. A radiografia em incidências específicas do ombro confirma a fratura e mostra o número de fragmentos e o desvio. A tomografia com reconstrução tridimensional é muito usada para classificar a fratura, avaliar o acometimento articular e planejar a cirurgia quando indicada.
Tratamento
Tratamento conservador
Indicado na maioria das fraturas com pouco desvio. Consiste em tipoia por algumas semanas, controle da dor e início precoce de exercícios pendulares e de mobilidade do cotovelo, do punho e da mão, com progressão gradual para o ombro conforme a dor melhora e a radiografia mostra consolidação. A adesão à fisioterapia é o que mais influencia o resultado funcional.
Tratamento cirúrgico
Considerado quando há:
- Desvio importante dos fragmentos.
- Fratura em três ou quatro partes com risco de perda da vascularização da cabeça do úmero.
- Luxação associada à fratura.
- Fratura exposta ou lesão de nervo ou vaso.
- Fraturas em pacientes jovens com desvio, nas quais se busca a melhor restauração possível da anatomia.
As opções cirúrgicas incluem a fixação com placa e parafusos, a haste intramedular e, em fraturas muito cominutivas de pacientes idosos, a prótese, em geral reversa.
| Critério | Tratamento conservador | Tratamento cirúrgico |
|---|---|---|
| Perfil da fratura | Pouco desvio, a maioria dos casos | Desvio importante dos fragmentos, ou fratura em três ou quatro partes com risco de perda da vascularização da cabeça do úmero |
| Situações que pesam na decisão | Sem luxação, ferida ou lesão neurovascular | Luxação associada, fratura exposta, lesão de nervo ou vaso, e paciente jovem com desvio |
| Como é feito | Tipoia por algumas semanas, controle da dor e exercícios pendulares precoces | Placa e parafusos, haste intramedular ou, em fraturas muito cominutivas de pacientes idosos, prótese em geral reversa |
| O que mais influencia o resultado | A adesão à fisioterapia | A restauração da anatomia somada à reabilitação orientada |
Quanto tempo leva a recuperação
A consolidação da fratura leva de 6 a 12 semanas. A recuperação do movimento e da força é mais longa e pode levar de 3 a 6 meses ou mais, com fisioterapia. Este ombro enrijece com facilidade depois da imobilização, então a mobilização precoce e orientada pesa mais no resultado final do que o tempo de tipoia.
Investigação clínica aprofundada
- Mecanismo do trauma: queda de baixa energia sugere fragilidade óssea; trauma de alta energia exige avaliar outras lesões.
- Investigação de osteoporose: em fraturas de fragilidade, solicitar densitometria óssea e exames laboratoriais, incluindo cálcio, vitamina D, função renal, função da tireoide e das paratireoides, e iniciar tratamento para reduzir o risco de novas fraturas.
- Avaliação de risco de quedas: revisão de medicamentos que causam tontura, avaliação da visão, do equilíbrio e do ambiente doméstico.
- Exames laboratoriais gerais e avaliação anestésica quando a cirurgia é indicada, considerando idade e comorbidades.
- Tabagismo e diabetes: retardam a consolidação e devem ser otimizados.
- Sono, saúde mental e rede de apoio: a limitação prolongada do braço afeta a autonomia e exige planejamento de suporte, sobretudo em idosos que moram sozinhos.
Riscos, limitações e quando não operar
No tratamento conservador, os principais riscos são a rigidez do ombro e a consolidação com algum desvio. Na cirurgia, os riscos incluem infecção, falha da fixação, perda da vascularização da cabeça do úmero com colapso, e necessidade de nova cirurgia. A cirurgia não melhora o resultado de fraturas com pouco desvio, que evoluem bem sem operar, e em pacientes muito frágeis o risco cirúrgico pode superar o benefício. A decisão é individual.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se você sofreu uma queda com dor forte no ombro, se já tem o diagnóstico de fratura do úmero proximal e quer definir a conduta, ou se está em recuperação e o ombro não ganha movimento. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com radiografia na consulta e orientação de reabilitação.
