A lesão do manguito rotador é a causa mais comum de dor crônica no ombro do adulto e vai de uma tendinopatia, quando o tendão está inflamado mas íntegro, até a ruptura completa, quando o tendão se solta do osso. Os sintomas típicos são dor na lateral do ombro, dor noturna ao deitar sobre o lado afetado e fraqueza para levantar o braço. O diagnóstico combina exame físico, ultrassonografia e, quando há indicação cirúrgica, ressonância magnética. Nem toda lesão precisa de cirurgia: tendinopatias e muitas rupturas parciais respondem a reabilitação e infiltração guiada. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon avalia cada caso na Vila Gertrudes e define o tratamento na sequência certa.
O que é o manguito rotador
O manguito rotador é um conjunto de quatro tendões, o supraespinal, o infraespinal, o subescapular e o redondo menor, que envolvem a cabeça do úmero. Esses tendões centralizam a cabeça do úmero na articulação e permitem elevar e girar o braço com estabilidade. Quando um ou mais deles sofrem degeneração ou ruptura, o ombro perde força e coordenação, o que gera dor e limitação.
As lesões formam um espectro contínuo:
| Tipo de lesão | O que acontece com o tendão | Dor e força |
|---|---|---|
| Tendinopatia, também chamada de tendinite | Está inflamado ou degenerado, mas íntegro | Dor ao esforço e ao dormir, sem grande perda de força |
| Ruptura parcial | Parte da espessura está rompida | Dor mais intensa, com possível fraqueza discreta |
| Ruptura completa | O tendão se soltou totalmente da inserção no osso | Fraqueza evidente para elevar ou girar o braço e dor noturna importante |
| Ruptura extensa ou irreparável | Vários tendões acometidos, com retração e substituição do músculo por gordura | O reparo direto pode não ser possível; entram a transferência tendínea ou, em pacientes mais idosos com artropatia associada, a prótese reversa |
Sintomas da lesão do manguito rotador
- Dor na face lateral do ombro e do braço, que pode irradiar até o cotovelo, mas raramente ultrapassa esse ponto.
- Dor noturna, principalmente ao deitar sobre o lado afetado. É um sintoma quase universal nas rupturas.
- Dor e fraqueza para elevar o braço acima da linha do ombro, pentear o cabelo ou pegar objetos em prateleiras altas.
- Dificuldade para levar a mão às costas, como para fechar o sutiã ou pegar a carteira no bolso traseiro.
- Crepitação ou sensação de roçar dentro do ombro durante o movimento.
- Nas rupturas grandes, a sensação de que o braço não obedece para certos movimentos.
Causas e fatores de risco
- Degeneração relacionada à idade: a partir dos 40 a 50 anos, a vascularização e a qualidade do tendão diminuem. A maioria das rupturas não traumáticas ocorre nesse contexto.
- Sobrecarga repetitiva: trabalho ou esporte com movimentos repetidos acima da cabeça, como em pintores, eletricistas, nadadores, jogadores de vôlei e tênis, praticantes de CrossFit e musculação com técnica inadequada.
- Trauma agudo: queda sobre o braço estendido, tração súbita ou luxação do ombro, que pode romper o manguito, sobretudo após os 40 anos.
- Alterações do acrômio, o osso acima do tendão, com formato curvo ou em gancho que reduz o espaço de deslizamento.
- Tabagismo, diabetes e dislipidemia, que pioram a qualidade do tecido e a cicatrização.
- Fraqueza da musculatura da escápula, que desorganiza o ritmo do movimento do ombro.
Quando se preocupar
Procure avaliação sem demora quando a dor no ombro passa de três semanas sem melhora, quando há fraqueza para levantar o braço após uma queda ou tração, quando a dor noturna impede o sono de forma recorrente, ou quando o braço perde força de maneira progressiva. Fraqueza súbita e importante para elevar o braço logo após um trauma sugere ruptura aguda, situação em que a avaliação precoce muda o resultado.
Dor no ombro ao levantar o braço ou ao dormir? Agende uma avaliação do manguito rotador em São Paulo.
Agendar pelo WhatsAppComo é feito o diagnóstico
O diagnóstico começa no exame físico, com testes de força específicos para cada tendão. A ultrassonografia realizada no consultório permite ver o tendão em movimento e confirmar tendinopatia, ruptura parcial ou completa, além de avaliar a bursa. A ressonância magnética é indicada para planejar cirurgia, medir a retração e a infiltração gordurosa do músculo, fatores que influenciam o prognóstico do reparo, e avaliar estruturas associadas, como o lábio glenoidal e o tendão da cabeça longa do bíceps. A radiografia ajuda a identificar artrose, calcificações e o formato do acrômio.
Vale reforçar: rupturas parciais e tendinopatias aparecem em exames de imagem de muitas pessoas sem dor. O que orienta a conduta é a combinação entre o achado de imagem e o exame físico.
Tratamentos disponíveis
Tratamento conservador
Indicado na maioria das tendinopatias e das rupturas parciais, e também em rupturas completas de pacientes com baixa demanda funcional ou risco cirúrgico elevado. Inclui reabilitação orientada, com fortalecimento progressivo do manguito e dos estabilizadores da escápula, ganho de mobilidade e correção do padrão de movimento. É o pilar do tratamento e exige tempo, de semanas a meses. O ajuste de carga, a revisão de treino e a correção de ergonomia no trabalho completam a abordagem. A infiltração guiada por ultrassom entra para controlar a dor e permitir a progressão da fisioterapia, com número limitado de aplicações de corticoide.
Tratamento cirúrgico
A cirurgia, feita por artroscopia, é indicada principalmente em:
- Rupturas completas agudas de origem traumática, sobretudo em pacientes jovens e ativos, com melhor resultado quando operadas cedo.
- Rupturas que não respondem ao tratamento conservador bem conduzido, com dor e limitação persistentes.
- Rupturas que aumentam de tamanho em acompanhamento seriado.
Na artroscopia, o tendão é reinserido ao osso com âncoras. Nas lesões irreparáveis, discutem-se alternativas como a transferência tendínea ou, em idosos com artropatia do manguito, a prótese reversa. A reabilitação após o reparo dura em média de 4 a 6 meses até o retorno pleno.
Investigação clínica aprofundada
Antes de definir o tratamento, a avaliação considera fatores que influenciam a cicatrização e a resposta:
- Histórico clínico: mecanismo da lesão, tempo de evolução, tratamentos já realizados.
- Exames laboratoriais e hormonais: glicemia e hemoglobina glicada, função da tireoide e vitamina D, quando a história sugere. O diabetes descompensado piora o resultado do reparo.
- Fatores metabólicos: dislipidemia e obesidade se associam a pior qualidade tendínea.
- Sono e saúde mental: a dor noturna crônica e o estresse elevado aumentam a percepção de dor e reduzem a adesão à reabilitação.
- Medicamentos: uso de corticoide sistêmico, fluoroquinolonas e estatinas deve ser informado, pelo efeito sobre os tendões.
- Estilo de vida e trabalho: tabagismo e esforço repetido acima da cabeça pioram o prognóstico e precisam de ajuste.
Riscos da automedicação e limitações do tratamento
Anti-inflamatórios por tempo prolongado sem orientação têm risco gástrico, renal e cardiovascular e podem mascarar a dor, levando à sobrecarga do tendão lesionado. A repetição de infiltrações de corticoide no mesmo tendão aumenta o risco de ruptura. O repouso absoluto por semanas favorece a rigidez e a perda de força.
A fisioterapia tem limite: rupturas completas traumáticas em jovens dificilmente resolvem apenas com reabilitação. A cirurgia também tem limite: em rupturas muito retraídas, com degeneração gordurosa avançada, o reparo tem alta chance de não cicatrizar, e insistir nele pode não trazer benefício. Nesses casos, discutem-se alternativas ou o foco muda para controle de sintomas e função.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se você tem dor no ombro ao levantar o braço, dor ao dormir sobre o ombro, fraqueza para movimentos acima da cabeça ou um diagnóstico de lesão do manguito sem melhora com o tratamento atual. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com ultrassonografia e procedimentos guiados por ultrassom no mesmo local, atendendo pacientes do Brooklin, Berrini, Morumbi, Santo Amaro e região.
