A luxação acromioclavicular, popularmente chamada de separação do ombro, é a lesão dos ligamentos que unem a clavícula ao acrômio, a ponta da escápula. Acontece por queda direta sobre o ombro, comum em ciclismo, futebol, rúgbi e artes marciais. O sinal mais visível é um degrau no topo do ombro, com dor e dificuldade para elevar o braço. A lesão é classificada em graus, e a maioria dos casos leves e moderados é tratada sem cirurgia, com tipoia, controle da dor e reabilitação. Graus mais altos, com deformidade importante e instabilidade, podem ter indicação cirúrgica, sobretudo em pacientes ativos. O diagnóstico é feito por exame físico e radiografia. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon avalia a luxação acromioclavicular na Vila Gertrudes.
O que é a luxação acromioclavicular
A articulação acromioclavicular fica no topo do ombro e une a extremidade lateral da clavícula ao acrômio, a ponta da escápula. Ela é estabilizada por ligamentos. Quando uma queda direta sobre o ombro rompe esses ligamentos, a clavícula perde a conexão com o acrômio e se desloca para cima, criando o degrau característico. Essa lesão é chamada de separação do ombro, e não deve ser confundida com a luxação da articulação principal do ombro, a glenoumeral.
Graus da lesão
| Grau | O que acontece | Conduta habitual |
|---|---|---|
| I | Estiramento dos ligamentos, sem deslocamento | Conservador, tipoia curta e reabilitação |
| II | Ruptura parcial, pequeno degrau | Conservador |
| III | Ruptura completa, degrau evidente | Em geral conservador, cirurgia em casos selecionados |
| IV a VI | Deslocamento acentuado, clavícula em posição anômala, instabilidade | Cirurgia na maioria dos casos |
Sintomas
- Dor na ponta do ombro logo após a queda.
- Degrau ou saliência visível no topo do ombro, mais evidente com o braço solto.
- Dor ao elevar o braço e ao cruzá-lo na frente do corpo.
- Dor à pressão sobre a articulação, entre a clavícula e o acrômio.
- Sensação de instabilidade ou de que a clavícula se move para cima e para baixo nos graus altos.
Caiu de bicicleta ou no esporte e ficou com um degrau no ombro? Agende uma avaliação em São Paulo.
Agendar pelo WhatsAppComo é feito o diagnóstico
O diagnóstico é clínico, pela localização da dor e pela presença do degrau, e confirmado pela radiografia, que mostra o grau de deslocamento entre a clavícula e o acrômio. Em alguns casos, faz-se a radiografia com o paciente segurando um peso para evidenciar a instabilidade. A ressonância é reservada a dúvidas sobre lesões associadas do ombro.
Tratamento
Nos graus I e II, o tratamento é conservador: tipoia por poucos dias a duas semanas para conforto, controle da dor com analgésico e gelo, e reabilitação progressiva para restaurar movimento e força. O grau III é tratado, na maioria das vezes, de forma conservadora, com bons resultados funcionais, e a cirurgia é discutida em pacientes muito ativos, trabalhadores manuais e naqueles que permanecem sintomáticos. Os graus IV a VI, com deslocamento acentuado e instabilidade, têm indicação cirúrgica na maioria dos casos, com reconstrução dos ligamentos que ligam a clavícula à escápula.
Quanto tempo leva o retorno
Nos graus leves, o retorno costuma ocorrer em 2 a 6 semanas. Nos graus moderados, entre 6 e 12 semanas. Depois de cirurgia, o retorno ao esporte de contato pode levar de 3 a 6 meses. O critério de liberação é a recuperação de força, amplitude e ausência de dor, não apenas o tempo decorrido.
Investigação clínica aprofundada
- Mecanismo do trauma: energia da queda, outras lesões associadas, necessidade de avaliar coluna cervical e tórax.
- Lesões associadas do ombro: em quedas de alta energia, pesquisar fratura de clavícula, lesão do manguito e da glenoumeral.
- Exames laboratoriais: em geral não são necessários; avaliação anestésica quando a cirurgia é indicada.
- Tabagismo: prejudica a cicatrização dos ligamentos e a consolidação óssea nas técnicas com enxerto.
- Sono e saúde mental: a dor inicial afeta o sono, e a preocupação com o degrau residual e o retorno ao esporte deve ser conversada.
- Atividade e trabalho: trabalhadores que carregam peso no ombro e atletas de contato têm limiar mais baixo para indicação cirúrgica no grau III.
Riscos, limitações e quando não operar
O tratamento conservador dos graus I a III tem bom resultado funcional na maioria dos pacientes, mas costuma deixar uma deformidade residual visível e, em alguns casos, dor ao carregar peso e desconforto ao deitar sobre o ombro. A cirurgia corrige melhor a deformidade e a instabilidade, porém tem riscos de infecção, de perda parcial da redução ao longo do tempo, de fratura da clavícula perto do implante e de necessidade de nova cirurgia.
A cirurgia não é indicada nos graus leves e, no grau III, não traz vantagem funcional consistente para a maioria dos pacientes de baixa demanda. A indicação é individual e considera atividade, profissão e sintomas.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se você caiu sobre o ombro e ficou com dor e um degrau no topo do ombro, se já tem o diagnóstico de luxação acromioclavicular e quer definir a conduta, ou se permanece com dor e limitação após o tratamento. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com radiografia interpretada na consulta.
