O ombro do atleta de arremesso e de esportes acima da cabeça, como vôlei, tênis, natação, handebol e beisebol, sofre adaptações que aumentam a mobilidade em rotação externa e reduzem a rotação interna. Quando esse equilíbrio se perde, surgem quadros típicos: o déficit de rotação interna glenoumeral, o impacto interno, a lesão do lábio superior chamada SLAP e a tendinopatia parcial do manguito. A dor costuma aparecer na fase de aceleração do gesto, com queda de rendimento antes de virar dor de repouso. O tratamento prioriza a recuperação da rotação interna, o controle da escápula e o ajuste da carga de arremessos. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon avalia o ombro do atleta overhead na Vila Gertrudes.
O ombro que se adapta ao arremesso
O gesto repetido de arremessar, sacar, cortar ou nadar impõe ao ombro do braço dominante forças enormes em velocidade alta. Ao longo dos anos, o ombro se adapta: ganha rotação externa, o que ajuda a armazenar energia na fase de armação, e perde um pouco de rotação interna. Enquanto esse equilíbrio se mantém, o atleta convive bem com a assimetria. Quando a perda de rotação interna se torna excessiva ou a escápula perde controle, começam os problemas.
Quadros mais comuns
| Condição | Como se manifesta |
|---|---|
| Déficit de rotação interna glenoumeral | Perda de rotação interna do braço dominante, rigidez posterior, associação com dor e impacto |
| Impacto interno | Dor na parte de trás do ombro na fase de armação e aceleração do arremesso |
| Lesão SLAP | Dor profunda, estalos, perda de potência no gesto |
| Tendinopatia parcial do manguito | Dor lateral, fraqueza para rotação, piora após o treino |
| Discinesia da escápula | Escápula alada ou com ritmo alterado, sobrecarga do manguito |
Sintomas de alerta no atleta overhead
- Queda de rendimento no gesto específico antes de aparecer dor de repouso.
- Dor que surge na fase de aceleração do arremesso ou do saque.
- Perda de velocidade, de precisão ou de potência.
- Dor na parte de trás do ombro ao levar o braço para a posição de armação.
- Sensação de ombro morto, com o braço perdendo força de repente durante o esforço.
- Dor noturna após o dia de treino.
Dor no ombro no arremesso ou queda de rendimento no saque? Agende uma avaliação esportiva em São Paulo.
Agendar pelo WhatsAppComo é feito o diagnóstico
A avaliação mede a rotação interna e externa dos dois ombros, testa o manguito e a estabilidade, avalia o controle da escápula em movimento e reproduz o gesto esportivo. A ultrassonografia dinâmica no consultório avalia o tendão durante o movimento. A ressonância, muitas vezes com contraste dentro da articulação, é indicada quando há suspeita de lesão do lábio ou de ruptura parcial que não responde ao tratamento. A análise da carga de treino e do calendário faz parte do diagnóstico.
Tratamento e retorno
A primeira linha é a reabilitação específica: recuperação da rotação interna com mobilização da cápsula posterior, fortalecimento e controle da escápula, força do manguito e da cadeia posterior, e ajuste do volume de arremessos com o treinador. Procedimentos guiados por ultrassom podem controlar a dor para permitir a progressão. A cirurgia é reservada a lesões estruturais bem definidas que não respondem, e o retorno ao arremesso é gradual, por fases, com liberação por critérios de força, mobilidade e ausência de dor no gesto.
Investigação clínica aprofundada
- Histórico esportivo: modalidade, posição, volume de arremessos, mudanças recentes de treino e lesões prévias.
- Mobilidade e força: déficit de rotação interna, força do manguito e da escápula, mobilidade da coluna torácica e do quadril.
- Exames laboratoriais: vitamina D e marcadores de recuperação em atletas de alto volume; função da tireoide quando há fadiga e dor difusa.
- Sono e carga total: déficit de sono e sobrecarga de calendário aumentam o risco de lesão por sobrecarga.
- Saúde mental: pressão por desempenho e medo de perder posição no time influenciam a adesão e o retorno.
- Medicamentos e suplementos: uso de anti-inflamatório de rotina e de outras substâncias que afetam tendões.
Limitações e cuidados
Infiltrar corticoide para competir e insistir no arremesso com dor favorece a progressão da lesão. O uso prolongado de anti-inflamatório para treinar tem risco gástrico, renal e cardiovascular e mascara sinais de alerta. A cirurgia do lábio superior em atletas de alto volume de arremesso nem sempre devolve o rendimento anterior, e essa expectativa precisa ser discutida com clareza antes de decidir.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se você é atleta de vôlei, tênis, natação, handebol ou beisebol e sente dor no ombro no gesto, perda de rendimento ou episódios de braço morto. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com avaliação de mobilidade e força e ultrassonografia dinâmica no local.
