A tendinite calcária é o depósito de cristais de cálcio dentro de um tendão do manguito rotador, na maioria das vezes o supraespinal. Pode ficar anos sem sintomas e, em determinadas fases, provocar uma das dores mais intensas do ombro, quando o organismo começa a reabsorver o cálcio e ele extravasa para a bursa. O diagnóstico é feito por radiografia, que identifica e mede o depósito, e por ultrassonografia, que avalia a consistência da calcificação e a integridade do tendão. O tratamento vai do conservador, com analgesia e fisioterapia, à barbotagem guiada por ultrassom, um procedimento de aspiração do cálcio, reservando a cirurgia para casos que não respondem. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon avalia e trata a tendinite calcária na Vila Gertrudes.
O que é a tendinite calcária
A tendinite calcária é a formação de um depósito de cálcio no interior de um tendão do manguito rotador, com mais frequência o supraespinal. Ao contrário do que o nome sugere, não é uma inflamação simples e também não é uma consequência direta de excesso de cálcio na alimentação. Trata-se de uma alteração local do metabolismo do tendão, com fases de formação do cálcio, repouso e reabsorção.
É mais frequente entre 30 e 50 anos e, em parte dos pacientes, associa-se a distúrbios da tireoide e do metabolismo.
Sintomas
| Fase | Dor típica | Evolução |
|---|---|---|
| Fase crônica | Parecida com a de uma tendinopatia comum, ao esforço e ao dormir, de intensidade moderada | Arrastada, com o depósito de cálcio estável |
| Fase de reabsorção, a crise aguda | Súbita e muito intensa, por vezes incapacitante, com o ombro quase imóvel. É uma das dores mais fortes do ombro | Costuma ser autolimitada |
- Limitação de movimento por dor, sem a perda estrutural de força típica das rupturas.
- Em alguns casos, sensação de calor local e dificuldade para encontrar posição confortável para dormir.
Causas e fatores de risco
A origem exata não é totalmente conhecida. Envolve alteração do ambiente do tendão, com áreas de menor oxigenação que favorecem a transformação de células em tecido que deposita cálcio. Depois de um período, o organismo tenta reabsorver esse depósito, fase em que a dor aumenta. Há associação, em parte dos pacientes, com disfunção da tireoide, alterações do metabolismo da glicose e histórico familiar.
Quando se preocupar
A tendinite calcária não costuma ser grave, mas a crise aguda pode ser confundida com outras causas de dor intensa no ombro. Procure avaliação se a dor é súbita e muito forte, se há febre, se o ombro está quente e vermelho, ou se a dor não melhora em poucos dias com analgesia. Nesses casos, é preciso descartar bursite infecciosa e outras condições.
Dor forte e súbita no ombro ou calcificação vista em exame? Agende uma avaliação especializada em São Paulo.
Agendar pelo WhatsAppComo é feito o diagnóstico
A radiografia identifica e mede o depósito de cálcio e acompanha sua evolução ao longo do tempo. A ultrassonografia avalia a consistência da calcificação, se é mais dura ou mais pastosa, o que ajuda a definir se ela é passível de aspiração, e verifica a integridade do tendão e da bursa. A ressonância é usada quando há dúvida sobre lesão associada do manguito.
Tratamento
- Conservador: analgesia, fisioterapia e, na crise aguda, infiltração guiada por ultrassom na bursa para controle da dor. Muitas calcificações desaparecem sozinhas com o tempo.
- Barbotagem guiada por ultrassom: punção e aspiração do depósito, indicada em calcificações sintomáticas com consistência favorável. É ambulatorial e feita com anestesia local.
- Terapia por ondas de choque: opção em casos crônicos selecionados.
- Cirurgia artroscópica: remoção do depósito em casos refratários, com dor persistente e limitação importante que não responderam às demais opções.
Investigação clínica aprofundada
- Histórico: tempo de evolução, número e intensidade das crises, tratamentos já feitos.
- Exames laboratoriais e hormonais: função da tireoide, glicemia e hemoglobina glicada, e cálcio sérico quando indicado, pela associação com distúrbios metabólicos.
- Sono: a dor noturna intensa nas crises exige controle ativo para preservar o sono.
- Saúde mental: crises recorrentes e imprevisíveis geram ansiedade, que amplifica a dor.
- Medicamentos: informar uso prévio de corticoide e de anti-inflamatórios, e comorbidades que limitem seu uso.
- Estilo de vida: controle de peso e do metabolismo pode ter papel coadjuvante.
Riscos da automedicação e limitações do tratamento
Na crise, é comum o uso de doses altas de anti-inflamatório por conta própria, com risco gástrico, renal e cardiovascular, sobretudo em quem tem hipertensão, diabetes ou é idoso. A infiltração de corticoide ajuda na crise, mas a repetição frequente no mesmo tendão não é recomendada.
A barbotagem tem boa resposta, mas não é indicada para toda calcificação: depósitos muito duros podem não ser aspiráveis, e depósitos pequenos e assintomáticos não precisam de intervenção. A cirurgia resolve o depósito, porém envolve reabilitação e é reservada aos casos que realmente não respondem.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se você teve uma crise de dor forte no ombro, se um exame mostrou calcificação no tendão ou se a dor recorrente não melhora. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com radiografia interpretada na consulta, ultrassonografia e barbotagem guiada por ultrassom quando indicada.
