A tendinite do ombro, chamada com mais precisão de tendinopatia do manguito rotador, é a inflamação e a degeneração de um ou mais tendões que movem e estabilizam o ombro, sem que exista ruptura. Provoca dor na lateral do ombro ao levantar o braço, dor ao dormir sobre o lado afetado e sensação de fraqueza por dor, mas sem a perda importante de força das rupturas. O diagnóstico é clínico e por ultrassonografia, que mostra o tendão espessado e permite descartar ruptura. O tratamento é conservador na quase totalidade dos casos, com reabilitação de carga progressiva, ajuste de treino e ergonomia e, quando necessário, infiltração guiada por ultrassom. Em São Paulo, o Dr. Guilherme Alarcon avalia e trata a tendinite do ombro na Vila Gertrudes.
O que é a tendinite do ombro
O termo popular tendinite descreve a dor que vem dos tendões do manguito rotador, o grupo de quatro tendões que envolve a cabeça do úmero e permite elevar e girar o braço. Na maior parte dos casos, o quadro é uma tendinopatia, ou seja, uma combinação de sobrecarga, microlesões repetidas e degeneração das fibras do tendão, com inflamação variável. O tendão continua íntegro, diferente da ruptura.
A tendinite costuma vir acompanhada de inflamação da bursa subacromial, a bolsa de deslizamento entre o tendão e o acrômio, e de alterações no ritmo de movimento da escápula. Por isso, tratar apenas o tendão, sem olhar a escápula e a carga a que o ombro é submetido, costuma dar resultado parcial.
Sintomas
- Dor na face lateral do ombro, que piora ao elevar o braço, principalmente entre 60 e 120 graus.
- Dor ao dormir sobre o ombro afetado, muitas vezes acordando o paciente ao mudar de posição.
- Dor ao vestir-se, pentear o cabelo, alcançar objetos altos ou dirigir por longos períodos.
- Sensação de fraqueza, geralmente por inibição pela dor, sem a perda de força marcante das rupturas.
- Melhora parcial com repouso e piora ao retomar a atividade que sobrecarrega o ombro.
Causas e fatores de risco
- Sobrecarga repetitiva: movimentos acima da cabeça no trabalho, na academia ou no esporte, sobretudo com aumento súbito de volume ou de carga.
- Fraqueza e descontrole da escápula: quando a omoplata não estabiliza bem, o tendão trabalha em desvantagem mecânica.
- Formato do acrômio e alterações degenerativas que reduzem o espaço de deslizamento do tendão.
- Idade acima de 40 anos, com redução natural da qualidade e da vascularização do tendão.
- Postura de trabalho com ombros protraídos e uso prolongado de mouse e teclado.
- Tabagismo, diabetes e dislipidemia, que pioram a saúde do tendão.
Quando se preocupar
A tendinite em si não é grave, mas alguns sinais indicam que pode haver algo além dela: fraqueza real e persistente para levantar o braço, dor noturna intensa que não cede em semanas, início após um trauma, ou piora progressiva apesar do tratamento. Nesses casos, é preciso descartar ruptura do manguito, tendinite calcária ou capsulite adesiva inicial.
Tendinite ou ruptura do manguito: como diferenciar
| Critério | Tendinite (tendinopatia) | Ruptura do manguito |
|---|---|---|
| Estado do tendão | Inflamado ou degenerado, porém íntegro | Parte ou toda a espessura rompida |
| Força | Costuma estar preservada; a fraqueza é por inibição pela dor | Perda de força mais evidente e persistente |
| Dor noturna | Presente ao deitar sobre o lado afetado | Mais intensa, e não cede em semanas |
| Como se confirma | Ultrassonografia mostra o tendão espessado e sem ruptura | Ultrassonografia diferencia as duas situações |
| Conduta inicial | Conservadora na quase totalidade dos casos | Depende do tamanho da lesão, da idade e da demanda funcional |
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Agendar pelo WhatsAppComo é feito o diagnóstico
O diagnóstico é clínico, com testes de força e de conflito para cada tendão, avaliação da mobilidade e do ritmo da escápula, e exame da coluna cervical para descartar dor referida. A ultrassonografia feita no consultório confirma o espessamento e a alteração do tendão, mostra líquido na bursa e, principalmente, permite descartar ruptura. A radiografia avalia o acrômio e a presença de calcificação. A ressonância fica para casos que não respondem ao tratamento ou com dúvida diagnóstica.
Tratamento
O tratamento é predominantemente não cirúrgico e organizado em etapas:
- Controle inicial da dor: ajuste de atividade, analgesia por período curto e, se necessário, anti-inflamatório sob orientação.
- Reabilitação de carga progressiva: exercícios isométricos e depois com carga crescente para o manguito, fortalecimento e controle da escápula, e trabalho de mobilidade. É a base do tratamento.
- Correção da causa: revisão de técnica e volume de treino, ajuste de ergonomia e de postura no trabalho.
- Infiltração guiada por ultrassom: em casos com dor que impede a progressão da fisioterapia, uma aplicação no espaço subacromial pode abrir a janela para reabilitar, sem repetição frequente de corticoide.
- Cirurgia: raramente indicada na tendinite sem ruptura, apenas em casos selecionados com conflito mecânico claro que não respondem a meses de tratamento bem conduzido.
Investigação clínica aprofundada
- Histórico: profissão, esporte, mudanças recentes de carga, episódios anteriores.
- Exames laboratoriais: glicemia, hemoglobina glicada, função da tireoide e vitamina D quando há dor difusa, cicatrização lenta ou suspeita de doença metabólica.
- Sono: a dor noturna prejudica o sono e a recuperação; controlar a dor à noite é parte do tratamento.
- Saúde mental: estresse e ansiedade elevam a percepção de dor e reduzem a adesão aos exercícios.
- Medicamentos: corticoide, fluoroquinolonas e estatinas influenciam os tendões e devem ser informados.
- Estilo de vida: tabagismo e sedentarismo pioram o prognóstico.
Riscos da automedicação e limitações do tratamento
Anti-inflamatórios por conta própria e por tempo prolongado têm risco gástrico, renal e cardiovascular, e ao aliviar a dor podem levar o paciente a sobrecarregar o tendão. Pomadas e repouso absoluto não substituem o fortalecimento. A infiltração de corticoide repetida no mesmo ponto pode fragilizar o tendão.
A reabilitação exige tempo e constância, e não há atalho eficaz. Se a dor não melhora após um período adequado de tratamento bem conduzido, o diagnóstico deve ser revisto, pois pode haver ruptura, calcificação ou capsulite associadas.
Quando procurar o Dr. Guilherme Alarcon
Agende uma avaliação se a dor no ombro ao levantar o braço já dura mais de duas a três semanas, se atrapalha o sono ou se não melhorou com o tratamento até agora. O consultório fica na Vila Gertrudes, São Paulo, com ultrassonografia no local, atendendo pacientes do Brooklin, Berrini, Morumbi, Santo Amaro e região.
